Magic Johnson

18 de nov de 2010 Postado por Fernando
Semana da Consciência Negra

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É costume da maioria das pessoas chamar de loucas as coisas que não entendem e lhe causam estranheza por falta de compreensão. Basta um detalhe ficar obscuro e sem explicações aparentes para soltarmos um "que coisa doida." Não é? Já em outra situação, quando o inexplicável vem acompanhado de surpresa, beleza e emoções positivas, isso chamamos de mágico.

Antes de começar essa postagem, eu fui procurar no meio das minhas revistas antigas um poster de 1,5m que ficou no meu quarto
por anos. Precisei tira-lo da parede porque a umidade estava destruindo-o. Achei melhor dobra-lo e guarda-lo para conservar a memória. E foi dessa memória que agora eu fui atrás. Quando eu era garoto, bem garotinho, e comecei a me interessar por esporte, não foi o popular futebol que fisgou minha atenção. Até hoje me lembro daqueles momentos mágicos mostrados pelas vinhetas "I Love This Game" da NBA onde inúmeros flashs de grandes jogadas eram mostrados na sequência com jogadores fazendo maravilhas com a bola. As enterradas, os bloqueios, as cestas de longa distância e claro, as assistências. Eu achava lindo como os armadores conseguiam bolar uma jogada, e mesmo de longe, colocar a bola na mão do jogador que por milésimos de um segundo ficou sem marcação na boca do garrafão. Os mais habilidosos, cheios de ginga, giravam a cabeça para esquerda e, sem olhar, passavam a bola pelas costas para um outro que estava sozinho no extremo direito da quadra. Até hoje eu vibro com esse espetáculo que beira a acrobacia ou malabarismo.

O maior astro desse show, que foi o responsável não apenas por eu me tornar fã de basquetebol mas também pelas horas e horas que
eu gastei treinando e jogando nos playgrounds do bairro, foi o atleta que mesmo estando entre os melhores do mundo, suas jogadas eram chamadas de mágicas. Curiosamente, foi bem na época em que Magic Johnson se tornou noticia mundial por ter contraído HIV que eu fui saber o que era basquete profissional e o que era a liga norte americana NBA. Quantas vezes nas quadras, ao tentar passar a bola, eu pensava em como ele faria isso. Parece engraçado, mas analisando agora seriamente, eu me dou conta da responsabilidade que carrega alguém que, assim como ele, recebeu alguma dádiva inexplicável. E que, por mais mágica que seja essa dádiva, ela não o protege de cometer erros.

Independentemente das escolhas que Johnson fez em sua vida e a forma que ele decidiu usar sua "magia", não posso negar que passei
horas, dias e semanas da minha vida tentando imitar o que eu vi ele fazer bem feito. Agora, dobrando de novo e guardando o poster de Magic Johnson, eu me dou conta que devo a ele, por sua inspiração, os bons momentos que eu tive em quadra. Não me tornei um jogador profissional, nem mesmo um bom atleta de fim de semana, mas valeu a pena pela emoção de cada cesta acertada ou passe bem feito e pelas amizades que cultivei nessas partidas.



3 Response to "Magic Johnson"

  1. tonhOliveira Says:

    Este comentário foi removido pelo autor.
  2. tonhOliveira Says:



    MAG.nif.IC.ou!

    FE.RN ANDAS com fé que tu vais...

    ♫ Qui a FÉ não pode faiá...♪

    Vou tomar um caFÉ!

    Já "toonastes" o GIL?

    Abra...São!

  3. Fernando Says:

    =D =D =D Fantástico!

    O Gil ainda não saiu. =) Agora que vc indicou, ele tbm foi pra filinha do INPS, ok!

    Muito obrigado! =D

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