Você gostaria de indicar uma próxima toonada?A norte-americana é modelo e apresentadora do programa American Next Top Model.
Posted in
moda
"Não fazemos aquilo que queremos e, no entanto, somos responsáveis por aquilo que somos." - Jean Paul Sartre
Filósofo Francês representante do pensamento existencialista.
Posted in
filosofia
Eles são: Reinhardt (Blade II), Vincent (A Bela e a Fera) e Hellboy.
ESBOÇO DO ATOR E LINHAS
Bom fim de semana! =)
Posted in
off topics
Semana do Quadrinho Nacional
Saiba mais sobre o autor do primeiro quadrinho Brasileiro, aqui.E Feliz Dia do Quadrinho Nacional! =)
Posted in
quadrinhos
Semana do Quadrinho Nacional
Eles são Goseki Kojima, Kazuo Koike e Norihiro Yagi.
Antes de saber quem era Ozamu Tezuka, o pai do mangá, ou mesmo conhecer os termos mangá ou animê, eu me divertia muito sentado no chão da sala da minha casa, comendo biscoito de maisena com chá mate gelado, assistindo O Garoto Biônico, A Princesa e o Cavaleiro, Judoca, Sawamú e outros “desenhos japoneses”. Bem antes da época dos “P2P's” eu tive a oportunidade de assistir uma fita de VHS lotada de episódios de Dragon Ball Z gravado em “EP” da televisão, que um amigo de um conhecido mandou do Japão. Mesmo sem entender nada eu achei aquilo maravilhoso. Era muito exótico, inclusive porque estava gravado também trechos dos intervalos comerciais. Aquela fita japonesa parecia ter vindo Vênus.
Acho que o material mais próximo de um mangá que eu tive nas mãos na minha infância foi o Robô Gigante do Watson Portella. E era sensacional. Fora isso, material oriental só na TV mesmo. Olha só que constatação vergonhosa. Sabe quando eu fui ler de verdade uma série inteira de mangá pela primeira vez. Uns três anos atrás. S-é-r-i-o!
Claro que lá por volta da virada do século eu já havia folheado alguns e me divertia por ter que lê-los de trás pra frente. A fita VHS parecia ser de Vênus, mas o mundo dos mangas realmente não era tão distante, estava lá em frente a padaria com o pequeno jornaleiro. Eu também tinha um amigo que colecionava “Love Hina” e outro que gostava dessas histórias de Mechas e tal. Comédia romântica e sci-fi não são meus gêneros favoritos, por isso acho que eu nunca me interessei em consumi-los. Um dia eu visitei um conhecido e vi na prateira de sua estante uma coleção inteira de um certo mangá. Se chamava O Lobo Solitário. Eu perguntei - O que é isso? Ele respondeu – A melhor coisa que eu já li. Quer emprestado? Eu disse - Sim!
Hoje quando eu falo de Lobo Solitário pra alguém, adivinha como eu o apresento? A melhor coisa que eu já li. Digo também que essa obra foi publicada originalmente nos anos 70 e foi escrita por Kazuo Koike e ilustrada a nanquim por Goseki Kojima. Só isso. Por que é tão boa? Eu não vou tentar explicar. Simplesmente leia. Você deve ler. =)
Depois de lê-la eu fiquei mais entusiasmado com esse gênero e como de costume, busquei algo mais. Como fã de RPG e coisas medievais, acabei um dia topando com um grupo de loiras magrinhas com espadas gigantes que caçavam monstros disfarçados de pessoas normais. Parece coisa de adolescente, né? Mas não é. Irônico, emocionante e dramático, o mangá Claymore, escrito e desenhado belissimamente por Norihiro Yagi é também o tipo de coisa que fica difícil fazer mais do que indicar.
O estilo de narrativa do mangá japonês é tão cativante que torna belas as histórias mais simples. Quando então ele apresenta também uma trama interessante, com personagem carismáticos, você não apenas lê uma história, você vive uma experiência fantástica que literalmente corre na contra-mão das leituras convencionais.
Posted in
off topics
Semana do Quadrinho Nacional
Eles são: Bill Bienkiewicz, Will Eisner e Scott McCloudNa última postagem eu fiz uma brincadeira sobre os “heróis” que combatem a estigmatização das Hqs. Antes de tudo, eu quero enfatizar que não estou dizendo que HQs infantis são coisas ruins. Pelo contrário. Além da importância cultural e intelectual na formação dos pequenos (como tem sido feito também nas escolas), existem inúmeros tópicos importantes que poderiam ser destacados, por exemplo os aspectos econômicos e sociais. A briga de todo fã e profissional da área é referente a sub-utilização desse meio de comunicação, restringido ao público infanto-juvenil.
Por outro lado, hoje em dia as coisas estão bem diferentes de 5 anos atrás. Apesar de poucos, grandes passos tem sido dado para quebrar o preconceito com as HQs. Autores, jornalistas e empresários que entendem essa mídia estão se empenhando para conscientizar o povo de que uma boa estória, que pode ser lida em um livro ou assistida no cinema, também pode ser acompanhada em uma história em quadrinhos. Eu acho que as adaptações para o cinema de HQs de gêneros diferentes de super-heróis tem contribuído muito com a “causa”, assim como o destaque na mídia internacional de autores brasileiros também tem chamado a atenção da imprensa e inspirado o devido valor.
Lá fora, entre os anos 80 e 90 alguns autores decidiram explorar a fundo teorias, idéias e possibilidades sobre o formato dos quadrinhos e clamar em voz alta que quadrinhos não é entretenimento de gosto duvidoso, nem um gênero de livros infantis. É arte, mas também é literatura, e apesar de ser ambos, não é limitada por esses gêneros, ela tem suas próprias características que oferecem um modelo ímpar de comunicação, a chamada Arte Sequencial.
1985
Will Eisner publicou “Quadrinhos e Arte Sequencial”. Nesse livro, Eisner foi tão "topetudo" que mostrou caminhos novos e métodos inovadores de contar história em quadrinhos usando como referência seus próprios trabalhos. O brilho dessa obra vem dessa postura que o mestre escolheu com muito sucesso ter. Com esse material ele estava dizendo - Eu comecei, agora façam o que eu faço.
1986
O artista pop Bill Sienkiewicz, que até então desenhava histórias padronizadas e vez ou outra mostrava o que era capaz de fazer com pincéis, aerógrafo e “colagem” nas capas de alguns títulos, recebe carta branca para criar a vontade em cima de um roteiro de Frank Miller chamado Elektra Assassina. Embora essa não fosse uma obra teórica, ela continha uma gritante instrução prática nas entrelinhas (ou nas sarjetas): Não existem limites! Como se estivesse respondendo ao chamado de Einser, Bill criou uma obra que ridiculariza todos os que a considerarem mais um gibi.
1993
É publicado o primeiro de uma série de livros que explica profundamente a narrativa gráfica, usando a própria narrativa gráfica como forma de exposição, em outras palavras, em metalinguagem. Em Desvendando os Quadrinhos, Scott McCloud abriu a mente de muita gente usando “mil” referências, inclusive citando os murais ancestrais egípcios para provar de uma vez por todas que a arte de contar histórias em quadros justapostos está mais ligado ao homem e sua história que ele pode imaginar.
Eu conheci algumas dessas obras somente muitos anos depois delas terem chegado ao público pela primeira vez. Porém, minha reação não deve ter sido menos eufórica daqueles que tiveram o privilégio de conhecê-las antes.
Posted in
off topics
Semana do Quadrinho Nacional
Eles são: Moebius, Alan Moore, Neil Gaiman e Dave Mckean.
Das turminhas infantis, passando por super-heróis, chegando a personagem de literatura retratados por mestres pintores (gênero adulto?). Em quais novos caminhos eu seguiria desbravando o mundo da nona arte? Seria possível que existisse algo diferente de tudo isso? Como eu era ingênuo!
Em uma terra distante além dos oceanos, as categorias citadas acima representavam 2% de tudo o que se produzia referente a histórias em quadrinhos. O gênero das histórias eram um reflexo da personalidade do quadrinhista, que criava livremente sabendo que bastava fazer um trabalho bem feito que o mercado estaria de portas abertas. A liberdade permitiu que os criadores desenvolvessem tanto suas habilidades que essas tornaram-se super-habilidades, transformando eles próprios nos heróis dos quadrinhos... Bem, olhando melhor para eles, talvez seria melhor classifica-los como anti-heróis. Enfim, eles são os cosmic creators, The Europeans!!!
Dr. Moebius, cujo alter ego é Jean Giraud, é uma espécie de provedor de mundos fantásticos. Seus poderes permitem que ele sonhe coisas inimagináveis, impossíveis e indecifráveis. Com a capacidade de criar representações plásticas por meio de pinceladas atômicas =) ele abre canais na nossa realidade, levando o leitor por viagens transcendentais em “buracos de minhoca” até seus mundos intangíveis e translúcidos.
Lord Mur, munido de uma pena encantada, consegue como nenhum outro mortal, interagir na concepção da natureza das coisas, recriando-as, transpondo-as, decompondo-as, recombinado-as e transubstanciando-as. Pequenos cenários, personagens esquecidos e conceitos entediantes recebem novo fôlego vital em suas mãos e se expandem, ganhando novos atributos e desenvolvendo outros antes adormecidos.
Gai-Man, o super-herói etéreo, é um dos mais poderosos Europeans. Ele tem o poder de conjurar corpos físicos e formas orgânicas derivando-os de conceitos abstratos ou oníricos. Desejo, Delírio ou Desespero viram poderosos aliados sob seu comando quando ele bem quiser. Além disso ele conta com Livros de Magia e Cabal, um fiel cão branco como companheiro.
Mister Mckean, conhecido como o Alquimista Morfológico, é um ilusionista que pode alterar a visão da realidade, distorcendo-a ou modificando-a segundo seu próprio gosto. Assim ele pode dominar os seres, criando pesadelos lúcidos que os levam a experimentar sensações fantásticas. Em alguns momentos ele faz parceria com Gai-Man, unindo seus poderes para criar projeções ilusórias de proporções colossais.
Durante anos eles combatem sua aqui-inimiga, a Máquina-Monstro da Morte que estigmatiza o mercado de quadrinhos como “coisa de criança”.
Posted in
off topics
Semana do Quadrinho Nacional
Eles são: Earl Norem, Roy Thomas, John Buscema e Alfredo Alcala
“Conan aprendeu que os chamados “civilizados” possuem um gênio apurado para declarar o óbvio. Todavia, o bárbaro é tolerante com essas idiossincrasias e faz tudo o que pode para ignorá-las, afinal de contas, a vida é por demais efêmera para que um homem se preocupe com suas insignificâncias. Na realidade a verdadeira batalha de hoje ainda está para ser travada e não será com os imbecis e mal-remunerados guardas de Zíngara, mas sim com o mar!”
- Michael Fleisher – O Templo da Criatura de Doze Olhos - A Espada Selvagem de Conan #69
Nas antigas HQs de super-heróis era quase um clichê ter na primeira página uma única imagem bem envolvente que iniciava a história. Se você entrasse em uma banca de jornal e abrisse qualquer título do gênero “heróis”, a chamada splash page certamente mostraria o personagem principal em uma pose triunfante. Talvez ele estaria voando, saltando ou enfrentando algum inimigo. Normalmente eram essas HQs que eu lia. Até que um dia caiu na minha mão uma revista “formato adulto” com o título Conan, o indomável. Era uma Graphic Marvel assinada por John Buscema e Roy Thomas. Em um pequeno quadro azul no canto inferior da capa, uma mensagem dizia: “A leitura divertida”. Eu pensei: “Parece promissor”.
Abri então na primeira página e tive uma grande surpresa. Eu não encontrei a famosa cena triunfal que esperava. No lugar dela, um homem bêbado com o rosto coberto estava sendo jogado de dentro de uma taverna na direção de uma sarjeta. Um dos rapazes que o atirou gritava: “Fora com você, cão!” =D Virando a página eu percebi que esse “cão” era o próprio Conan, o indomável. Depois disso ele permaneceu na sarjeta gemendo até que um personagem de capa aproximou-se e o levantou com uma mão e o arremessou contra a parede, fazendo-o desmaiar. Quando ele acordou na manhã seguinte, foi surpreendido por um trombadinha que lhe roubou a bolsa de moedas. Ei, ei! Espera aí! Não era pra ele ser o herói? Mas adiante Conan se envolveria por acaso em um esquema de conspiração contra um Rei, levando-o a situações que eu jamais imaginaria, a julgar pelo começo da história. Isso foi surpreendente. Tão surpreendente que fui atrás de outros números da revista para acompanhar mais histórias como essas. Depois de conseguir algumas edições com o jornaleiro e outras nos sebos, eu olhei para a minha coleção de X-Men e decidi fazer uma coisa que mais tarde eu me arrependeria. Queria tanto ter outros números da revista do bárbaro, que peguei os X-Men, levei para o sebinho e troquei tudo por Conan. =P
Por que eu fiz isso? 4 Motivos.
1- Earl Norem: Uma diferença entre as revistas do Conan para as outras estava no formato, o dobro do tamanho. Era como comparar a capa de um CD com a arte de um disco de vinil. E as capas do Conan eram verdadeiras belas artes, ao contrário das capas comuns das outras Hqs, feitas na mesma qualidade da arte interna. Eram imagens realistas feitas por grandes pintores como Boris Vallejo, Joe Jusko e Frank Frazetta. Mas as capas que mais me impressionaram e caracterizavam com exatidão o “espírito Conan” eram as de Norem. Eram realistas mas não foto-realisticas. Transmitiam a essência do gênero “capa e espada” com toda riqueza de detalhes e beleza necessária.
2- Roy Thomas: Muitas histórias do cimério eram adaptações dos contos originais escritos por Robert E. Howard. Por isso o roteirista mantinha nas cenas quadros com a “voz do narrador”. Frases como aquela que eu anexei no começo estavam sempre presente conferindo mais drama e poesia à narrativa. Assim como outros escritores, Roy se valia de adjetivos rebuscados e monólogos internos para criar um ambiente imersivo no roteiro, passando uma impressão ao leitor de que ele estava lendo literatura. Aliás, um interessante paradoxo sobre as obras de Conan é que apesar dele ser um Bárbaro, suas histórias estão sempre cercadas de belos textos de teor lírico e filosófico. Não é de se estranhar que a primeira produção cinematográfica do personagem apresentou uma frase de Friedrich Nietzsche na abertura do filme.
3- John Buscema: Considerados por muitos como o melhor desenhista de anatomia das Hqs, John desenhou grande parte das histórias e certamente as principais, criando o esteriótipo que caracterizaria Conan para sempre. Olhar frio, nariz achatado, queixo quadrado e a clássica franjinha reta no cabelo preto escorrido. Sua arte fluía entre os quadros, criando sequências perfeitamente dinâmicas e emocionantes. Dias depois de ler as histórias eu tinha a impressão de tê-las assistido em um filme.
4- Alfredo Alcala: Se tempos atrás eu me impressionara com os traços de Art Adams por lembrarem as gravures de Doré, quando eu vi pela primeira vez a arte-final de Alcala eu pensei com o queixo caído: “Isso existe”! Existem HQs ilustradas com a mesma maestria dos artistas clássicos. A tinta de Alcala sobre as formas de Buscema é o tipo de coisa que DEVERIA estar em um Louvre. Ainda hoje eu tenho as edições arte-finalizadas por ele separadas da coleção em um lugar especial onde eu me sento para desfrutar delas como um enófilo faria com um Château Haunt-Brion 1966. Confira um exemplo aqui.
Sem dúvida eu tinha feito ótimas aquisições comprando as “Espadas Selvagens de Conan”, mas pobres X-Men... mais um episódio de discriminação contra a raça mutante. =)
Posted in
off topics
Semana do Quadrinho Nacional
Anos atrás foi divulgada uma campanha publicitária com a citação de que a “geração X” foi a geração marcada com o “X” dos X-Men. Por que essa equipe de super-heróis foi tão marcante?
Ainda criança ou pré-adolescente eu deixei um pouco de lado os gibis infantis e conheci um povo chamado “marvetes”, um termo agora extinto para os leitores de HQs da editora Marvel Comics. Além da nomenclatura dos fãs, existia outra coisa esquisita no universo Marvel: o universo Marvel. Ao contrário da empresa concorrente, DC Comics que apresentava personagens esteticamente caracterizados como humanos, por exemplo: Batman, Super Homem e Mulher Maravilha, a Marvel oferecia um leque espantoso de seres “monstruosos” ou completamente mascarados como Hulk, Quarteto Fantástico, Namor e Homem-Aranha como seus personagens principais. Embora esses heróis tivessem grandes poderes e fossem incomuns por fora, também se diferenciavam dos adorados deuses intocáveis da DC por serem muito parecidos com pessoas comuns por dentro. Eles tinham evidentes fraquezas, problemas familiares, desvios de comportamento e inúmeras dificuldades sociais. E isso era o que mais atraia os fãs. Eu, por exemplo, não estava preocupado com o arqui-inimigo lilás de outra galáxia que viria para Terra atrás do Super Homem para resolver uma questão de vida ou morte, eu queria é saber se o Homem-Aranha conseguiria verba para pagar o aluguel atrasado e que piadinhas ele faria enquanto enfrentava os milhares de inimigos que o esperavam em cada esquina. Isso era diversão. =)
E outra: agora que eu não era mais inocente quanto a origem de uma HQ, eu sabia que por trás desses carismáticos personagens, existiam os criadores e os roteiristas que decidiam essas coisas. Logo, escolher o personagem pelo roteirista se tornou algo tão normal quanto escolher um filme na locadora pelo seu diretor. Foi nessa época que eu comecei a reparar no rodapé das páginas principais quando decidia que quadrinho eu leria. E foi também nessa fase que eu reparei um certo Chris Claremont que estava causando nas histórias dos X-Men.
Desde o começo, a criação dos mutantes pelo genial Stan Lee foi uma das maiores novidades nos quadrinhos de todos os tempos. Todas aquelas questões de preconceitos, conflitos, tentações e culpas que eles enfrentavam era um material que destoava de tudo o que existia no mercado, mesmo abordadas de forma sutil. Mas o Seu Chris deu mais peso aos roteiros e explorou bem o lado pessoal dos personagens e acho que agora vale a pena lembrar 3 títulos escritos por ele que marcaram um “X” na minha adolescência gibiqueira.
Graphic Novel #1 - O Conflito de uma raça
A história começava com duas crianças negras sendo perseguidas por um grupo de extermínio chamado Purificadores. Esses dois irmãozinhos (mutantes) foram encurralados, executados com tiros de revolver e pendurados nas correntes do balanço em um playground. O enredo era sobre a Cruzada Stryker, uma suposta entidade religiosa cujo líder, um reverendo, tinha como meta o extermínio dos mutantes. Eles sequestraram Dr. Xavier, o líder dos X-Men, e esses partiram para uma operação resgate. Religião, racismo, violência justificada por textos bíblicos, embates filosóficos morais entre os personagens. Até então eu nunca vira assuntos como esses nas páginas de uma HQ. Acho que foi a primeira vez que me senti adulto lendo gibi. =)
X-Men #45
Pra quem não conhece a X-Man Vampira, ela tem o incomum poder de sugar as memórias, força vital e poderes (caso os tenha) de todos os que a tocam. Tendo adquirido os poderes de uma outra heroína no passado, ela passou também a voar e ter superforça. Por outro lado, ela tem crises de identidade pois as suas memórias se misturam com as memórias de outras pessoas que ela “sugou” e sofre por não poder tocar ninguém, muito menos desenvolver um relacionamento amoroso. Interessante, né? Na história dessa edição ela e Wolverine desmaiam, vítimas de uma explosão e ambos acordam nus em uma base inimiga. Eles ficam furiosos e saem quebrando tudo, até que encontram um outro mutante que tem o poder de apagar temporariamente os poderes de quem se aproxima dele. Novamente Vampira é presa. Até aí tudo bem. A história prossegue em uma cena onde duas pessoas estão observando a heroína agachada e encolhida em posição fetal dentro de uma cela. Segue-se o diálogo: “Chefe, o que há de errado com essa garota”? A chefe responde: “... alguns dos meus oficiais a violentaram enquanto estava sendo processada...”. Eu me lembro que refleti um pouco sobre o que seria passar a vida toda desejando tocar alguém sem poder, e quando enfim é possível sentir um outro ser humano, ela experimenta o pior da humanidade. E essa foi a primeira vez que eu me emocionei com um personagem de gibi. Foi muito triste.
X-Men #22 e #23
Uma das idéias mais bem boladas das Hqs, ilustrada eximiamente em um estilo detalhista, a Saga dos X-Men e o Novos Mutantes em Asgard é na minha opinião a obra prima dessa X-equipe. Só pelo fato de ver as marginalizadas equipes mutantes em um confronto direto com os arrogantes deuses nórdicos (e se dando bem), já é motivo o suficiente para prestigiar a obra, mas o que mais me impactou foram os desenhos. Acostumado com as sombras largas e poucos detalhes da maioria dos desenhistas, contemplar aquela chuva ordenada de risquinhos por toda a página, e sem criar um aspecto “sujo”, foi tão espantoso pra mim como foi anos antes quando eu abri um exemplar da Divina Comédia e encontrei as gravuras de Gustave Doré. Eu me lembro que lotei dois cadernos de desenho inteiros copiando, copiando e copiando a arte de Arthur Adams. Quando eu terminei, comecei a adaptar outros personagens para aquele impressionate “estilo de tracinhos”. =)
Como é gostoso quando encontramos algo que nos toma. Sem dúvida as obras desses dois me acrescentaram algo além do lazer. Por dentro e por fora.
Posted in
off topics