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Immaculée Ilibagiza

17 de ago. de 2011 Postado por Fernando 2 comentários
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No ano de 1994, cerca de 1.000.000 de pessoas do povo tutsi foram violentadas e assassinadas em Ruanda. Uma intriga étnica e religiosa que fervia durante séculos explodiu em um dos mais cruéis massacres da história. Foram pouquíssimos os que conseguiram escapar da morte, pois as vítimas não eram caçadas apenas por uma força militar, mas também por todos aqueles que faziam parte da “raça dominante”. Da noite pro dia, vizinhos, companheiros de trabalho e até amigos pessoais da etnia hutu tornaram-se cúmplices do extermínio dos tutsi.

A ruandesa Immaculée foi uma das pessoas que sobreviveram ao genocídio e tornou-se conhecida no mundo todo por ter narrado detalhadamente em seu livro “Sobrevivi para Contar” a experiência de passar 91 dias trancada dentro de uma banheiro de 1,2m x 0,9m, faminta, com mais 7 mulheres tutsis, sem nenhuma condição digna de higiene ou saúde e sob uma intensa tortura física e psicológica.

Atualmente ela mora nos EUA, trabalha para a ONU e para uma fundação que ajuda sobreviventes de guerras e genocídios.

Fontes: immaculee.com , cnncba.blogspot.com

Walter Rodney

11 de jul. de 2011 Postado por Fernando 0 comentários
O PROCESSO
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O guianense Walter Rodney Anthony é conhecido como uma das mentes mais brilhantes do Caribe. Seu registro acadêmico está cheio de prêmios, bolsas de estudo e honrarias. Ele completou seus estudos na UWI Mona Campus, na Jamaica, onde se graduou com honras de primeira classe em História. Aos 24 anos, ele recebeu seu PhD em História Africana. A tese de Rodney - “A História da Costa Alta do Guiné”- foi publicado pela “Oxford University Press” em 1970.

Ao contrário de seus colegas, Rodney combinou seus estudos com ativismo e tornou-se uma voz para os sub-representados e desfavorecidos, incluindo os rastafáris (um dos grupos mais marginalizados da Jamaica) neste diálogo. Seu interesse nas lutas da classe trabalhadora começou com as idéias políticas de seu pai quando ainda era jovem, e continuou com seu envolvimento em grupos de estudo durante todo seus anos de universidade. Influenciado pelo movimento Black Power dos EUA, dos revolucionários do terceiro mundo e da teoria marxista, Rodney começou ativamente a desafiar o status quo. Seus discursos e palestras foram publicados e tornaram-se centrais para o Movimento de Black Poder caribenho. A voz de Rodney não se limitou à África e ao Caribe, mas também foi ouvida na Europa e EUA, como na Associação de Estudos do Patrimônio Africano da Universidade de Howard.

Na Guiana, Rodney viveu sob perseguição policial e frequentes ameaças. No entanto, ele conseguiu completar quatro livros no último ano de sua vida: Seu livro mais influente foi “Como a Europa Subdesenvolveu a África”, publicado em 1972. Em 13 de junho de 1980, aos 38 anos de idade, Walter Rodney Anthony foi assassinado por uma bomba em Georgetown, Guiana.

Mais informações sobre ele: Walter Rodney Foundation


Fontes: wikipedia.org , walterrodneyfoundation.org

Chico Mendes

6 de jun. de 2011 Postado por Fernando 0 comentários
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Hadeel Alhodaif

19 de mai. de 2011 Postado por Fernando 0 comentários
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"Espero que um dia eu possa participar de uma ação cultural, onde a presença das mulheres não cause alguma reação alérgica".
- Hadeel Alhodaif

Hoje completam 3 anos desde que os jornais do mundo todo publicaram a notícia sobre o falecimento de uma das blogueiras mais corajosas da história. A saudita Hadeel Alhodaif mantinha um blog chamado Heaven's Steps onde postava diariamente seus pensamentos e reflexões sobre a política árabe.


Para quem não sabe, a cultura da Arábia Saudita é uma das mais rígidas com as mulheres. Elas são condenadas a penas severas por coisas que os cidadãos ocidentais mal podem entender. Recebem dezenas de chibatadas se forem pegas em companhia de um homem sem a presença de um familiar (crime chamado de khilwa) e podem receber uma pena de centenas de chibatadas caso forem estupradas por desconhecidos. Lá é bem comum casos de suicídios de mulheres que não aguentam viver nesse regime, onde até mesmo os programas de televisão ensinam os maridos como castigarem as esposas que não se submetem aos seus caprichos.


Hadeel era a favor da liberdade de expressão e usava comentários inteligentes, bem humorados e assertivos para inspirar outras mulheres a se manifestarem para construírem uma nação melhor para todas as pessoas, e fazia isso usando o seu próprio nome para assinar seus textos, coisa que espantava a todos. No dia 16 de maio de 2008 – dois dias depois de completar 25 anos – ela sucumbiu após passar 25 dias em coma.


Fontes: peaceworkmagazine.org, timesonline.co.uk, frankherles.wordpress.com, br.amnesty.org

Marechal Rondon

18 de abr. de 2011 Postado por Fernando 0 comentários
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"Sertões onde nunca pisou homem civilizado já figuram nos registos públicos como pertencentes aos cidadãos A ou B; mais tarde ou mais cedo, conforme lhes soprar o vento dos interesses pessoais, esses proprietários expelirão dali os índios que, por uma inversão monstruosa dos fatos, da razão e da moral, serão então considerados e tratados como se fossem eles os intrusos salteadores e ladrões."
- Cândido Rondon


Cândido Mariano da Silva Rondon era Mato-grossense, descendente de índios Terena, Borôro e Guaná. Em 1881, por volta dos 16 anos, ele ingressou no exército e nove anos depois graduou-se como bacharel em Matemática e em Ciências Físicas e Naturais. Como chefe da Comissão de Construção das Linhas Telegráficas do Mato Grosso, ele foi encarregado de instalar milhares de quilômetros de linhas pelo interior do Brasil. Durante esse processo ele fez levantamentos cartográficos, topográficos, zoológicos, botânicos, etnográficos e lingüísticos da região alcançada pelo trabalho. Essas contribuições científicas lhe rendeu várias condecorações no Brasil e no exterior.


Seguindo por territórios fechados do interior brasileiro, as instalações teriam que cruzar o território do seu próprio povo, os índios Borôro que, devido a um histórico de massacres pelos homens brancos, ofereciam resistência ao progresso do telégrafo. Nesse contato, movido pelos
seus ideais positivistas que aprendera com seu professor Benjamim Constant e pela causa indígena, ao invés de dizimar, Rondon iniciou uma ação de integração pacífica do índio à sociedade brasileira. Como ele sempre dizia: “Morrer, se preciso for; matar, nunca”.

Entre seus feitos, ele demarcou as terras indígenas, fundou escolas e garantiu serviço a muitos indígenas nas obras do telégrafo; configurou um corpo de normas e técnicas de pacificação e assim, ele "pacificou" diversas tribos consideradas hostis; assumiu a presidência do recém-criado Conselho Nacional de Proteção ao Índio; publicou o livro Índios do Brasil, em três volumes, editado pelo Ministério da Agricultura; em 1952, Rondon apresentou ao Presidente Getúlio Vargas o projeto de criação do Parque do Xingú e participou da criação do Museu do Índio.


O Território Federal antes chamado Guaporé recebeu o nome de Rondônia em sua homenagem e hoje , o Marechal é conhecido como o Pai dos Índios Brasileiros.


Fontes:
vidaslusofonas.pt, funai.gov.br, museudoindio.org.br

Anália Franco

11 de mar. de 2011 Postado por Fernando 0 comentários
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Em 1871, a conhecida Grande Dama da Educação Brasileira ainda era uma jovem de 16 anos recém formada, poetisa, jornalista e atuava como professora primária. Nessa época foi aprovada a Lei do Ventre Livre, que considerava livre todos os filhos de escravos nascidos a partir da data. Apesar de serem livres, essas crianças costumavam ficar com seus pais na fazenda onde eles trabalhavam e no fim, levavam o mesmo estilo de vida escrava. Os que optavam por outro caminho, eram enviados para a Roda dos Expostos da Casa de Misericórdia, onde tinham comida e assistência ou vagavam sem destino pelas matas e acabavam sendo mortos e devorado por animais.

Ciente dessa situação, Anália compadeceu-se desses meninos e decidiu deixar a capital para inaugurar um albergue-escola no interior. Essa empreitada levou a professora a passar por diversas dificuldades, pois seu salário não era suficiente para cuidar de tantas crianças, as quais ela chamava de “meus alunos sem mãe”. Ela começou a pedir ajuda de porta em porta para o sustento dos pequenos, mas chegou uma hora em que “aquela que mendigava para os filhos de escravos” conseguiu chamar atenção da alta sociedade e um grupo de abolicionistas e monarquistas se propuseram a apoiar a sua causa.


Algum tempo depois, foram implantadas algumas creches no interior e ela pode voltar para capital. Com a abolição da escravatura em 1888, ela fundou escolas maternais, elementares e um Liceu feminino que preparava professoras para atuarem nessas instituições. Isso garantiu ensino gratuito e de qualidade para crianças brancas e negras, sem descriminação. Nesse período ela também fundou sua primeira revista, chamada “Álbum das Meninas”. Em 1911 ela conseguiu adquirir um enorme loteamento chamado Chácara Paraíso onde construiu a Associação Beneficente Instrutiva – Lar Anália Franco, que tinha a função de regenerar jovens “desviados” através de atividades agrárias. Esse local hoje é o bairro Jardim Anália Franco na região leste de São Paulo, onde estão localizados o parque e o shopping homônimos.


Anália Franco foi responsável pela construção de 71 escolas, 2 albergues, a colônia regeneradora, 23 asilos para crianças órfãs, 1 banda musical feminina, 1 orquestra, 1 grupo dramático, oficinas para manufatura em 24 cidades do interior e da capital, e além disso, escreveu 3 romances, peças teatrais e vários poemas.


"A verdadeira caridade não é acolher o desprotegido, mas promover-lhe a capacidade de se libertar
".
- Anália Franco

Fontes: wikipédia.org, lencoisnoticias.com, santacasasp.org.br

Harriet Tubman

10 de mar. de 2011 Postado por Fernando 0 comentários
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Nasceu escrava em Maryland, EUA. Ainda criança, ela trabalhou como serva da casa e em trabalhos no campo. Em sua adolescência, ela sofreu um ferimento grave na cabeça ao tentar impedir um escravo de ser chicoteado.

Em 1844, Harriet se casou com um homem negro livre, mas com medo de ser vendida e separada dele, ela escapou através de um complexo de rotas secretas e lugares protegidos por ativistas abolicionistas. Depois de um ano, como se fosse uma "Moisés" negra, ela voltou ao sul para ajudar outros escravos à fugirem pelo caminho que foi chamado
de "Underground Railroad". Em 1856, a recompensa pela sua cabeça era de US$ 40.000,00. Durante um período de dez anos, Harriet fez a viagem de fuga 19 vezes. Acredita-se que ela libertou cerca de 300 pessoas, levando-as para a região Norte, onde elas viviam livres.

Durante a Guerra Civil, ela trabalhou para a União como cozinheira e enfermeira, e até mesmo como espiã. Após a guerra, Harriet se estabeleceu em Nova York, onde construiu uma casa para os idosos e necessitados, que também servia como
um centro de atividades em prol dos direitos das mulheres
.

Fontes: nyhistory.com, pbs.org

Aurélio Martins

24 de fev. de 2011 Postado por Fernando 0 comentários
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“Acreditar num futuro melhor não é, e nunca será, uma ação individual, pois ninguém pode ser feliz tendo à sua volta pessoas que passam por privações e adversidades de toda ordem. ”
- Aurélio Martins


O político e empresário Aurélio Martins é o presidente da FAMA, uma ONG santomense que tem como objetivo ajudar a população menos favorecida, apoiando iniciativas sociais nas áreas da cultura, esporte, jornalismo, educação e solidariedade. Embora a FAMA esteja localizada em São Tomé e Príncipe, a organização tem realizado ações internacionais conjuntas entre países de língua portuguesa, como Portugal e Brasil. Em janeiro de 2010 Aurélio se encontrou com Gilberto Gil no estado da Bahia em uma visita que teve o propósito de elaborar um evento que uniria São Tomé com o estado nordestino.


Durante três anos consecutivos Aurélio foi eleito como A Personalidade do Ano através de um programa promovido pela Rádio Nacional de São Tomé e Príncipe.


Fontes: nesantolasmg, jornal.st

Meena Keshwar Kamal

11 de nov. de 2010 Postado por Fernando 2 comentários
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Eu abri as portas fechadas da ignorãncia
Eu disse adeus à todos braceletes dourados

Ah, compatriota, eu não sou mais o que eu era

Eu sou uma mulher que despertou
Eu encontrei meu caminho e jamais retornarei.

- Meena Keshwar Kamal


Uma das principais características do regime fundamentalista islâmico, conhecido como Taliban, é o tratamento especial que dá as mulheres. Segundo a ideologia desse grupo, a mulher em si é um símbolo da corrupção. Todo tipo de imagem feminina é associada a falta de dignidade e a perversão sexual. Por conta desse conceito cultural, as mulheres são submetidas à rígidas regras a partir dos 8 anos de idade como: deixar de estudar, cobrir todo o rosto e corpo com a burka, não poder trabalhar nem falar em público. Elas não podem nem sequer usar salto alto pois o som dos seus passos pode excitar os homens. A violação dessas regras acarretam punições que variam de encarceramento e humilhação pública à torturas violentas e execução sumária em caso de crimes mais graves.


Em 1977, época em que o Afeganistão estava ocupado pela União Soviética, uma jovem de 20 anos teve uma idéia: resgatar a democracia e igualdade entre homens e mulheres, a justiça social e a separação entre a religião e os assuntos do Estado. Meena Keshwar Kamal fundou em Kabul a RAWA (Associação Revolucionária das Mulheres do Afeganistão), um grupo de estratégias não violentas que visava unir as mulheres em prol do ideal libertador. Indo além, ela também lançou uma revista feminina e fundou uma escola para crianças e mães refugiadas, oferecendo hospitalização e iniciação profissional (tudo secreto). Como se não bastasse, ela também iniciou uma campanha contra a invasão Soviética. A luta de Meena durou 10 anos até que ela foi sequestrada e assassinada, tendo apenas 31 anos de idade.


Uma derrota? Longe disso. A semente que ela plantou e regou com seu próprio sangue floresceu e vive até hoje. A RAWA continuou firme e forte formando alunos em escolas secretas de enfermagem e artesanato e após a invasão dos EUA em 2001 e a queda da força do Taliban, a
associação se tornou mais aberta e hoje presta importante auxílio às questões dos direitos das mulheres, fundando novas escolas, denunciando abusos e promovendo ações sociais em parceria com o movimento feminista islâmico. Conheça o site da RAWA.

Curiosidade:
Antes da invasão americana, umas das maiores proezas da RAWA foram as filmagens secretas da violência da polícia religiosa que espancava e matava mulheres publicamente. Se você for maior de 18 anos, confira as gravações aqui e aqui.


Fontes: wikipedia.org, www.rawa.org

Justine Pasek

21 de out. de 2010 Postado por Fernando 0 comentários
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Quem já assistiu algum concurso de Miss Universo sabe que é praxe o apresentador do programa perguntar às candidatas qual sonho elas gostariam de ver realizado. E sabe-se também que é praxe respostas como "o fim da fome no mundo" e claro, "a paz mundial".

Após Justine Pasek se tornar Miss Universo em 2002, ela abraçou a causa da luta contra o HIV e fundou o primeiro centro de prevenção em
seu país. Ela atua também no Concelho de Saúde Global, no Instituto Harvard de AIDS e no Centro de Controle de Doenças "Act Now". Além disso ela é voluntária na Panamanian PROBIDSIDA, uma organização de incentivo a educação de pessoas portadoras de HIV e patrocinadora da Fundação de Doenças do Metabolismo e Osteoporose. Ela também é embaixadora para a promoção da cultura e turismo do governo do Panamá, Madrinha da campanha "Run for Food" e coopera com várias ONGs latino-americanas que ajudam crianças mal-nutridas em áreas remotas. Isso sem contar as participações especiais e diversos apoios a inúmeros eventos beneficentes.

Infelizmente ela ainda não pode ver realizado o sonho utópico das misses, mas devemos concordar que ela está fazendo a sua parte. E como
está. =)

Curiosidade: O primeiro causo de HIV notificado no Panamá foi em 1984, bem depois dos outros países da região. Hoje porém, o Panamá é o
segundo país com maior número de infecções na América Central. O problema é que o povo Panamenho tem muito preconceito com a doença e se nega fazer o exame. Empenhada na luta para quebrar o estigma, Justine convocou uma série de jornalistas no centro de prevenção e fez o teste diante das câmeras usando a coroa de Miss. Disse ela: Eu quero mostrar à pessoas do meu país que todos precisam fazer o teste, mesmo as rainhas da beleza.

Fonte: http://niceliveinnpanama.com

Anuradha Koirala

19 de out. de 2010 Postado por Fernando 0 comentários
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"Primeiro você tem que aprender a encará-las como suas próprias filhas. Você sentirá doer mas em seguida, sentirá também em você força interior para protegê-las."
- Anuradha Koirala


Anuradha é presidente e fundadora da Maiti Nepal, uma organização cuja missão é ajudar as vítimas da exploração sexual no Nepal. Nesse
país existe um forte mercado de prostituição que escraviza garotas desde a infância, submetendo-as à serviços sexuais diários. Essas jovens, a maioria adolescentes, são mantidas em cárcere dentro do prostíbulo, mal alimentadas e sem qualquer contato social externo. Em alguns casos, desde os 7 anos de idade já são forçadas a acordar as 2:00 da manhã, se maquiar e ter relações sexuais com 25 à 60 homens por dia. Além disso, elas são torturadas, queimadas, feridas e obrigadas a abortarem, conta Anuradha em uma entrevista à HARVARD GAZETTE. Em 1994 as estimativas eram que 1,600 meninas estavam envolvidas no comércio sexual. Segundo a Maiti Nepal, hoje esse número aumentou 100 vezes mais.

Contra esse movimento, Anuradha tenta resgatar essas vítimas (muitas delas vendidas pelos seus próprios pais), tratar de seus traumas
físicos e mentais, educá-las e reinserí-las na sociedade. Ela começou esse trabalho em sua própria casa sem qualquer apoio, simplesmente levando as meninas para lá e cuidando delas. Hoje, quase 20 anos mais tarde, 12,000 garotas já foram resgatadas e reabilitadas, algumas delas inclusive trabalhando no instituto, que conta com escola e hospital próprio. A luta de Anuradha é mais do que severa. Além do trabalho de resgatar, cuidar e manter essas meninas, e grande parte delas infectadas com HIV, ela enfrenta os "homens invisíveis" por trás desse mercado negro, os quais contam com conexões nos altos níveis da sociedade.

Atualmente, Anuradha Koirala está concorrendo ao prêmio CNN Heroe 2010. Nesse link você pode acessar ao site do evento e conhecer também
os outros 9 concorrentes. Nesse link, também da CNN, um vídeo especial sobre o trabalho de Anuradha.

Abaixo um trecho do documentário Heroes of HIV onde é mostrado um pouco do trabalho da Maiti Nepal.




Fontes: www.news.harvard.edu, edition.cnn.com, www.nepalvista.com

Noah Idechong

23 de set. de 2010 Postado por Fernando 0 comentários
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Palau é um arquipélago de 340 ilhas localizadas no Oceano Pacífico. Cerca de 700 espécies de corais e mais de 1.400 espécies de peixe são encontrados em suas águas, tornando-se uma das áreas mais ricas em biodiversidade marinha do planeta. Como resultado, a região é classificada como número um entre as sete maravilhas do mundo subaquático. Palau é também um dos mais novos países do mundo e sua economia em crescimento depende da riqueza que a terra e o mar proporcionam. Contudo, as pressões crescentes de desenvolvimento estão ameaçando esses recursos importantes.

Como ex-chefe da Divisão de Palau de Recursos Marinhos, Noé Idechong criou um modelo para a conservação marinha na região. Ele convenceu os chefes de Palau à restabelecer tradições antigas de conservação conhecidas como bul, que limita a pesca nos canais de desova nos recifes das aldeias. Esta foi considerada uma das medidas de conservação mais importantes no Pacífico da história recente.


Idechong supervisionou a instalação de bóias de amarração que salvou os corais da destruição causada por embarcações em locais de mergulho em Palau. Ele renunciou ao seu cargo no governo em 1994 para se tornar o diretor da
Palau Conservation Society, a única ONG do país. A missão da organização é a de preservar o meio ambiente exclusivo da região e buscar apoio da comunidade local e a sensibilização do público intenacional.

Em 1995 ele ganhou o Goldman Environmental Prize, um prêmo anual concedido a uma pessoa de cada continente por méridos devidos à ativismos ambientais.


Fonte: www.visit-palau.com e
www.goldmanprize.org

Elisabeta Rizea

13 de set. de 2010 Postado por Fernando 0 comentários
Semana Romena

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“Depois que tiraram a mesa debaixo dos meus pés, eles começaram a me bater com um pau até que eu sangrasse. Então eles quebraram algumas costelas minhas, e eu desmaiei.” - Elisabeta Rizea

Filha de camponeses que viviam em uma simples cabana num pequeno lote de terra, ela teve que desistir de sua propriedade, a fim de implementar a agricultura coletiva imposta pelo exército soviético no final da II Guerra Mundial em 1945. Discordando da posição do governo ditador, Elisabeta e seu marido juntaram-se a um grupo de resistência anti-comunista que se refugiavam nas florestas e montanhas de Fagaras. Sua tarefa nesse grupo era a de fornecer alimentos e suprimentos.

Após ser capturada pela milícia romena em 1952, ela foi declarada “inimiga pública” e condenada a morte por se recusar a dar informações sobre os outros partidários. Após ser presa, sua pena foi comutada várias vezes, mas em 1964 ela finalmente foi liberada sob os termos de uma anistia geral.

Durante seus doze anos passados na prisão, ela foi submetida a várias formas de tortura: ela foi pendurada pelos cabelos com um gancho, espancada com uma pá, teve as costelas quebradas, foi escalpelada e queimada. Quando saiu da prisão, ela não tinha cabelo e não podia andar, pois seus joelhos foram destruídos pela tortura.

Após a Revolução Romena de 1989, ela se tornou símbolo da resistência anti-comunista em seu país sendo considerada uma das mais importantes personalidades Romenas de todos os tempos.

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